A partir da obra de Max Scheler
(1874-1928) desenvolveu-se uma área especifica para a temática que investiga a
estrutura do homem. Sua etimologia provém do grego antropos e logos, estudo
do homem. A antropologia filosófica pensa o
homem e as questões fundamentais que envolvem seu ser e sua existência. Para
tal utiliza-se da filosofia onde encontra subsídios para uma possível
sistematização.
Vejamos:
Ontologia: “Ciência do ser, é a mais alta abstração a que podemos
chegar” (R. Jolivet). Neste sentido pergunta-se por uma essência, por características
inatas, tais como o mundo das idéias de Platão.
Teoria do conhecimento: Questiona-se sobre o que se pode conhecer,
assim a antropologia filosófica resgata tais questões e pergunta pela possibilidade
de o homem conhecer a verdade.
Filosofia
da linguagem: Aristóteles afirma que somente o homem é um “animal
político”, “porque somente ele é dotado de linguagem” (M. Chauí). Com o logos o homem busca interpretar o mundo.
Ética: “Nasce quando se passa a
indagar o que são, de onde vêm e o que valem os costumes” (M. Chauí). Busca-se
na ética fundamentos para o comportamento do homem, e por vezes se justifica
como uma disciplina relativa, considerando sua várias interpretações quanto ao
justo e injusto entre outras, e por fim.
Filosofia Política: Uma vez que se preocupa com os indivíduos no âmbito de uma comunidade organizada, na formação do estado como um órgão regulador para a sociedade.
Filosofia Política: Uma vez que se preocupa com os indivíduos no âmbito de uma comunidade organizada, na formação do estado como um órgão regulador para a sociedade.
A antropologia filosófica reflete este
ser cognoscente que tem o poder de construir ou destruir quase tudo que perpassa
sob seu olhar. De fato, um “Ser Obscuro” (Pascal).
REFERÊNCIAS
AURI CUNHA, José. Iniciação à Investigação Filosófica. São Paulo, Editora Atual, 1992.
Jolivet, Régis. Curso de Filosofia. Rio de Janeiro, Agir, 1976.
Chaui, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo, Editora
Atica, 1996.
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