quarta-feira, 23 de junho de 2010

Os filósofos do Pórtico e o "Logos"


Os filósofos do pórtico, os estóicos, filosofia de grande influência principalmente no período helenístico, fundado por Zenão de Citio no século III a.C. o estoicismo afirma que o universo é governado por um logos, Aristóteles a definiu como diferencial para o homem, o animal racional ou o animal que fala. Neste contexto no seio do helenismo surge o cristianismo e sua ontologia será baseada no lógos no verbo divino. Atribui-se ao apóstolo João a emancipação quanto ao verbo divino “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.” (Jo. 1-3) Porém várias passagens corroboram com o texto de João. O cristianismo antes de tudo fora formado por Judeus crentes em Jesus, assim podemos verificar que o termo lógos não era novidade para o judaísmo, Moisés já o narra em seus escritos no Pentateuco o livro da vida e ou a Torá. “E disse Deus: Haja luz. E houve luz” (Gn 1-3) a cristologia nascente busca nas raízes judaicas a fórmula de um mediador divino na criação do mundo. Salomão o identificava com a sabedoria de Deus (PV. 3-19), posteriormente os Massoréticos exteriorizaram e encarnaram esta sabedoria com a própria Torá ou a palavra de Deus. Assim o cristianismo está envolto em uma idéia do lógos proveniente da antiguidade judaica.

REFERÊNCIAS

Sombra Do Templo, A SKARSAUNE, OSKAR Editora: VIDA

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